Don’t photoshop my heart #14

 

É impossível não acharmos que estamos fazendo a coisa errada com o nosso coração quando chegam os domingos de ressaca ou as noites de chuva, e você sabe que seriam horas as quais você mais gostaria de um cobertor humano. Você vira de um lado para o outro, esbarra com o celular ou com as cobertas que precisam ser lavadas e se pega olhando para o teto, que parece mostrar mais do que deveria. As palavras omitidas, as conversas que só aconteceram dentro da sua cabeça ou as batatas fritas que você se imaginou dividindo. Onde está o celular mesmo?

Let’s be alone together

Harry Booth.
Há um processo inerente ao que chamamos de amar, que vai diminuindo muito do que somos para justificar o que nos tornamos juntos, sem que o outro também perceba que está mudando. E assusta.

Ia escrever amar entre aspas, como estou escrevendo “agora”, mas achei que estaria te colocando no meu abrigo escondido, esse seu mesmo abrigo escondido em que costumo ficar quando o resto fica sentido, como isto está ficando agora.

A verdade é que talvez eu não gosto de admitir o quanto acho que não preciso dos outros quando estou com você, mas eu não acredito que isso aconteça de outra forma.