Tu sabe que a gente podia? Ou a gente não pode mais?

Só eu achava isso?

daqui ó:

Xoró-ró-tanto! =(

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Don’t Photoshop My Heart #6 Mixtape

E finalmente o famigerado “Agosto mês do desgosto” vai chegando ao seu fim. Não que tenha sido realmente díficil, mas é a época mesmo. Aquela época que as férias acabam e a gente tenta entrar em algum ritmo novamente, e rever as pessoas, e fingir o que sente e o que não sente, e lembrar de outras e finalmente… enfim.

Os dias foram mais frios. Definitivamente foram. Mas os dias já foram mais frios que em Agosto, a diferença é que antes haviam algumas pessoas que faziam você esquecer isso. Tentei entender toda aquela procissão de lembranças fantasmagóricas de noites que passávamos acordados rindo juntos, ou quando apenas eu e você dormíamos, e todos velavam o nosso sono. Eram bons tempos. E agosto me lembra isso: O quanto algumas coisas vão continuar longe, não importa em que direção você corra. Longe mesmo, sabe?

Tantas calorias ganhas, tantas perdidas. E essa mixtape de agosto é basicamente sobre isso tudo. Sobre a contradição em acumular momentos sem preço, seja negativamente ou seja positivamente. A gente sabe que é possível voltar e fazer um final diferente, mas a gente tem preguiça da gente, e a gente até quer tentar, mas a gente tem medo que dê tudo errado de novo. Ai que mágoa. A “gente” sou eu. A gente também é algum de vocês?

 

Baixem aqui a mixtape: http://www.mediafire.com/?h9gh7fr5dao6dvw

1. Alex Clare – Too Close
2. CSS – You Cold Have It All
3. Feist – Secret Heart
4. Love Inks – Skeleton Key
5. Metronomy – She Wants
6. Mike Posner – Rolling In The Deep
7. Scattered Trees – Love and Leave
8. Singing Adams – Move On
9. Snow Patrol – Called Out In The Dark
10. Stephen Malkmus & The Jicks – Tigers
11. Weezer – Paranoid Android

Carta não-enviada por: Autor anônimo, 30 anos.

Eu não sei se conseguiria chegar nesse nível todo de desapego, mas é lindo mesmo sabe? Acho que me falta maturidade pra entender… mas enfim. Fica ai mais uma carta não-enviada.

Para ler ouvindo: Cordel do Fogo Encantado – Os óim do meu amor

O que dizer quando quem a gente ama suspira outros ares? A idéia, por si só, já me abala, e a certeza de que isso é real me acaba, aniquilando quase todas as minhas palavras. É como um rasgo profundo e longo no meu peito. O golpe é forte.
Meu coração bate, mas de um jeito medroso. Não é por dúvida sobre se continua a amar ou não. É, na verdade, por receio de perder um grande amor. Alguém aí já sentiu esse sentimento de perda? Tenho muito o que perder. Não queria que isso fosse mais uma chuva de verão, que molhou a minha terra árida por uns dias e passou. Tenho muita sede de amar.
Tudo o que queria era viver um sonho impossível.
Fiz tanto pra tocar a Lua. Mas ela flerta com uma estrela. Aqui de baixo, na minha nau, só resta a noite silenciosa e eu, que preciso observar, de longe e silencioso, esse movimento. Acho que vou ficar sem minha Lua. Acho que uma estrela vai raptar minha Lua. Como as noites serão escuras! Temo não ter mais a beleza cintilante do meu tão desejado corpo celeste. É por isso que minhas mãos tremem e minha respiração, outrora ofegante, agora é pesada e difícil.

Eu posso desistir? Não, não quero. E o que fazer diante dessa relação? Não posso muito. Não desejo que fracasse. De náufrago, no oceano da tristeza, basta este aqui. Pode parecer louco, ou muito lógico, mas espero que dê certo. Tenho consciência de minha missão neste mar e dos desafios que apresenta. Mas, em todo caso, não terminarei só. Ficarei em companhia da solidão. Pena que ela não goste de conversar pelo msn ou twitter, nem curta chocolate quente.

Sinto que as palavras acabaram, embora ainda haja muita emoção dentro de mim para derramar aqui. Fica pra outra vez.

Vivo setembro em pleno janeiro.

Ao som das batidas melancólicas do meu coração. Alguém sabe que som a melancolia tem? Basta encostar a cabeça no meu peito e ouvir o ruído do meu coração.

*Foto por I, Word. E wow. Adorei esse olhar nipônico. O título da foto é “You haven’t seen the LAST of me”, bem a calhar não?