Don’t Photoshop My Heart #11

Não é realmente nenhuma novidade a minha incapacidade de conseguir lidar bem com toda a situação que está rolando. Não sei se fiz o certo, mas certamente o fiz. Acho que foi a decisão mais “coração” que tomei nos últimos tempos, e põe tempo nisso, its not being easy. É meio louco, e sinceramente não consigo por em palavras.

A mixtape tem uma vibe meio misticismo, e é sobre crenças. Quero acreditar que tem alguma coisa boa pra acontecer, e me seguro nisso. O título da capa da mixtape já foi “Um pedaço de todas as coisas boas do mundo”, mas agora eu só consigo olhar pra essa foto e pensar no quanto eu quero mudar. Me mudar. Se você tem um grande amor na sua vida, ou um amor baixinho, realmente não importa, aproveite. Aproveite.

The Do – Slippery Slope
Florence and the Machine – Heartlines
Black Mountain – Wucan
Of Montreal – Bat Macumba (Cover de “Os Mutantes)
Cat’s Eyes – Over You
Kate Nash – Mansion Son
Lykke Li – Jerome
Massive Attack – Paradise Circus
Black Black Hills – The Celebration
Warpaint – Elephant
Air – African Velvet

Pra ouvir: http://tinysong.com/p/558ec

(Se alguém quiser alguma faixa, é só dar o toque que envio… )

Tenho uma amiga (@paulalaurentino) heroína e nem sabia. #Spoiler: História com final triste

Sempre admirei a forma como algumas pessoas tem de contar as suas história, essa semana esbarrei com uma crônica lindíssima, e acabei nem compartilhando ela aqui, sobre como você pode ascender contra o ódio e o preconceito da melhor maneira: compartilhando sua história com amor.

E hoje esbarro com esse relato da @paulalaurentino cujo blog já acompanho tem algum tempo, e decidi trazer para cá. E é mais uma daquelas histórias em que a vontade de fazer o melhor, de ser o melhor, mudam o dia de alguém:

O resgate do soldado Ryan (ou o dia em que eu salvei uma gatinha)

Na Segunda-Feira (16) meu dia estava sendo péssimo. Por nenhum motivo, assim, só estava uma bosta. Eu estava de péssimo humor, e tudo estava aparentemente dando errado. Minha TPM estava me consumindo (como de costume, não é mesmo?), e eu tive que sair de casa para jantar, já que a carne que eu tinha escolhido fazer estava congelada e a fome era grande e não podia esperar.
Mari e eu saímos pra comer no Rashid’s (um lugar de comida árabe que fica lá em Ponta Negra) e enquanto isso eu resmungava sobre a vida, o universo e a carne congelada. Eu estava com muita fome, e indecisa sobre comer qualquer outra coisa, e para completar a minha sorte, o lugar estava fechado.
Na volta, eu avistei uma gatinha que tinha acabado de ser atropelada na Roberto Freire, ali nas proximidades do Pepper’s Hall. Vi que ela tentava se levantar e não conseguia, mas que ainda estava viva e assustada enquanto um milhão de carros (inclusive o meu) passavam do lado. “Tem que salvar ela, bem! Ela vai morrer!” – “Mas não dá, bem, ela vai ser atropelada antes que alguém possa salvar ela” – “Não. Eu vou salvar ela!” (virei a direção) e entrei na primeira rua para poder voltar ao local e prestar socorro à gatinha.
Quando eu cheguei lá, ela havia sido atropelada uma segunda vez, e estava completamente imóvel no meio da pista. Liguei o pisca e peguei um saco. Ela ainda estava respirando, então eu a coloquei no porta-malas e saí em disparada para a clínica veterinária.

–  “SAI DO MEIO, VOCÊS!!!”, Eu gritava pros carros da frente.

– “Você está se sentindo a própria ambulância, né?” Mari falou e eu ri “Sim”.

A única clínica veterinária que eu sabia ser 24h era a da Miguel Castro. Mas eu não vou muito com a cara da clínica, porque o gato da minha tia morreu lá por causa de uma besteira do veterinário. Mas, enfim, era a minha única opção.
Chegando lá a gata teve que ser submetida à uma radiografia e precisou tomar uns 3 remédios diferentes.

Na radiografia, o veterinário disse que ela estava aparentemente normal. A mandíbula, que ele suspeitou estar fraturada, estava bem, assim como todo o resto. Havia um pouco de sangue nos pulmões, mas como era pouco, ele falou que podia ser por inalação, já que sangrava muito no focinho. Disse também que como ela estava em estado grave teria que ficar internada pela noite, em observação.
Deixei uns papéis preenchidos, e paguei tudo com o cartão de crédito da minha mãe (mais de R$200 reais). Ficaram de me ligar para dar notícias, e eu fui embora pra casa, e acabei comendo miojo preparado deliciosamente pela namorada. E eu estava, enfim, feliz.
No dia seguinte, nada de notícias. O dia inteiro e nenhuma ligação. Como eu não tinha o telefone da clínica, fui lá saber como a bichinha estava. Afinal de contas eu tinha feito uma mobilização via Twitter e Facebook para me ajudar a repor os gastos, e as pessoas (e eu) precisavam saber como a gatinha estava. Muita gente empenhada em achar um lar pra ela.

Parecia uma história que ia acabar lindamente, com o novo dono e a gata em campos floridos de mãos dadas… só que não.
Quando cheguei na clínica ninguém sabia nem quem eu era, nem quem A GATA era.

        “Gata? Que Gata? Não tem gata assim aqui!”
 “Moço, COMO ASSIM não tem gata assim aqui? Eu vim ontem e…”

Expliquei toda a história. E então, com uma DELICADEZA QUE SÓ ELE, me informa: “Ah, só se for a gata morta”. A GATA MORTA. Gente.

Então veio a veterinária que estava lá na hora (quem atendeu na Segunda à noite foi o veterinário de plantão) e me explicou que a gatinha havia falecido e eu quando eu falei que ia “identificar o corpo” e ela RIU e falou “Quase o IML”. Preferi ficar calada.
Vi a gata dentro do saco, vi que era ela, e perguntei “E agora?” e o funcionário me mandou contratar um serviço terceirizado de enterro de animal. Certo, porque assim né, realmente, se eu fosse rica eu faria o maior serviço funerário que o mundo dos felinos já viu. Mas não. Conversa vai, conversa vem, pedi uma sugestão e a veterinária me mandou TRAZER UMA CAIXA PRA ENTERRAR A GATA NO CANTEIRO (!!!). E eu disse “Okay, amanhã eu venho!” E fui embora.

Depois, ao chegar em casa, meu pai me explicou que isso é problema deles, e que eles teriam que acionar o centro de Zoonoses. Eu me prontifiquei a ajudar em todos os momentos. Mas agora que a gata morreu, eu ia fazer o quê? Enterrar a gata clandestinamente na praça aqui perto de casa? Ou pagar uns mil reais em serviço funerário? Não. Eles da clínica SABEM que precisam chamar o centro de Zoonoses pra lidar com coisas desse tipo, mas simplesmente tentaram me enrolar ao me dar uma única opção.

Outra coisa: POR QUÊ a gata morreu? Se aparentemente estava tudo bem? Cadê a explicação? “Ah, o veterinário teve que sair no meio do plantão para resolver um problema pessoal!” – MAYBE THAT’S WHY.
E deixou a gata lá em estado grave. Sozinha, SEM os papeis que eu tinha preenchido, SEM identificação. Uma Jane Doe do mundo felino. Ela deve ter tido alguma coisa, e não tinha ninguém lá pra fazer nada. Enfim, eu acho que houve negligência, mas né? Nunca vou saber com certeza o que realmente aconteceu. Pode ter sido apenas uma fatalidade do destino. Só sei que  a gatinha se foi pro céu dos gatos, e eu realmente esperava poder ter feito mais. Poder ter achado uma casa pra ela, e coisa e tal. É triste, mas eu fiz o que eu podia fazer, e fiquei feliz também pelo apoio que eu recebi. Não é sempre que a gente pode fazer alguma coisa. A gatinha mudou o meu dia, e eu gostaria que ela estivesse viva e ronronando, para que eu tivesse a certeza de que eu mudei o dela. :~
                                           FIM

E você nem sabe por quem está sendo assombrado hein?

Halloween. Passei esses dias todos falando sobre isso por aqui.
Não sei qual foi dos elementos, ou se é que foi isso mesmo, mas eu acredito-acredito mesmo no azar, e digamos que essa não foi essa a minha vez.Enfim. Só consigo pensar no pensamento que faço agora em pensar em coisas boas e desejar boas coisas, mesmo que pequenas pras pessoas próximas.

Não aguento. Enfim. Be cool.

CHORANDO ESTARÁ AO LEMBRAR DE UM AMOR QUE UM DIA NÃO SOUBE CUIDAAAAAR. (e vê se não chora também, tá? :’/ )

Esperei agora na porta quando você saiu, e as horas passaram como se não fossem mais voltar. Devo ter decorado todo os detalhes do muro vermelho do vizinho arquiteto da frente, tentando mentalmente não assimilar o que aconteceu, achando que você ia pensar que eu era um babaca e que eu devia assumir tudo isso, e que eramos tudo isso, e que estávamos fadados à tudo isso, e que tudo isso mesmo era o que sempre desejávamos, como um lugar onde ficaríamos sem ar de tanto trocar olhares, mãos no joelho, beijos, bebida no copo e comida na boca.

Não que eu não fosse resistir esperando você voltar, mas na confusão esqueci de deixar o notebook carregando, e algumas horas e poucos minutos depois, ele anunciava que iria apagar. Pensei em nós, e pensei nos vizinhos que já haviam ouvido aquilo tudo. Entrei e a cara em preto e branco da Kirsten Dunst me fizeram sacar que dessa vez eu sujei e vez a parada. E a parada deu uma parada. Mas se eu tivesse ido te pegar de volta na parada, tudo teria ficado bem. Por que eu só esperei?

Sometimes I just hate you so much Justine. (ponto)

Sen.cimento.

Hoje o dia está complicado. Não porque exista algo que eu realmente ache difícil sobre os dias, mas porque talvez só agora eu percebi o tamanho do estrago que foi esse tempo e como eu me acostumei com ele. Não sei, não quero saber… ainda.  Talvez seja só o karma me dando o toque que vai ter retorno, talvez seja carência, talvez seja desgosto.

Daí, com isso tudo pesando na cabeça, esbarro com esse trabalho do Pablo Holmberg, também conhecido(mais até na verdade) como Kioskerman. Argentino, apaixonado. Ainda seria certo em julgá-lo fã de vinho, chocolate amargo e tango… só de olhar essas tirinhas cheias de poesia do cara.

Toda a linguagem visual e textual dessas tirinhas parece ter sido feita para nos disparar alguns gatilhos emocionais. Desde a forma de quebrar o tradicional dos 3 quadros, até a movimentação feita pelos personagens. Essa tirinha final agora, me fez sorrir pelo meu dia inteiro agora:

Boa terça-feira à todos!  🙂

Don’t Photoshop My Heart #6 Mixtape

E finalmente o famigerado “Agosto mês do desgosto” vai chegando ao seu fim. Não que tenha sido realmente díficil, mas é a época mesmo. Aquela época que as férias acabam e a gente tenta entrar em algum ritmo novamente, e rever as pessoas, e fingir o que sente e o que não sente, e lembrar de outras e finalmente… enfim.

Os dias foram mais frios. Definitivamente foram. Mas os dias já foram mais frios que em Agosto, a diferença é que antes haviam algumas pessoas que faziam você esquecer isso. Tentei entender toda aquela procissão de lembranças fantasmagóricas de noites que passávamos acordados rindo juntos, ou quando apenas eu e você dormíamos, e todos velavam o nosso sono. Eram bons tempos. E agosto me lembra isso: O quanto algumas coisas vão continuar longe, não importa em que direção você corra. Longe mesmo, sabe?

Tantas calorias ganhas, tantas perdidas. E essa mixtape de agosto é basicamente sobre isso tudo. Sobre a contradição em acumular momentos sem preço, seja negativamente ou seja positivamente. A gente sabe que é possível voltar e fazer um final diferente, mas a gente tem preguiça da gente, e a gente até quer tentar, mas a gente tem medo que dê tudo errado de novo. Ai que mágoa. A “gente” sou eu. A gente também é algum de vocês?

 

Baixem aqui a mixtape: http://www.mediafire.com/?h9gh7fr5dao6dvw

1. Alex Clare – Too Close
2. CSS – You Cold Have It All
3. Feist – Secret Heart
4. Love Inks – Skeleton Key
5. Metronomy – She Wants
6. Mike Posner – Rolling In The Deep
7. Scattered Trees – Love and Leave
8. Singing Adams – Move On
9. Snow Patrol – Called Out In The Dark
10. Stephen Malkmus & The Jicks – Tigers
11. Weezer – Paranoid Android