Ops, bebê(r) também pode?

Que a publicidade é a coisa mais linda e que eu curto, todos já devem saber. Mas vez ou outra surge alguma polêmica de algum excesso ~ético~ cometido por alguém. Claro que a gente acaba achando engraçado e interessante no primeiro momento, mas né? Esse é um daqueles projetos controversos, que eu acho cool, anyway.  Fazendo parte da coleção POPBottles da Utopia, dá uma explorada nesse mercado do mundo do álcool, no caso dessas garrafas de bebidas em baby-style.

booze mamadeiras

baby booze bottles 2Tem muita coisa legal e bacana circulando no marketing pelas guerrilhas no campo de embalagens e produtos, quiçá nos pdv’s. A fórmula de sucesso às vezes, é só remodelar de forma criativa algo que já tinha no mercado… neste caso, mamadeiras chamando diretamente para marcas infantis, ligando-as à bebida! WOW!

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baby booze bottles 4

Claro que álcool não é lá um produto saudável, mas também não considero McDonalds ou brinquedos sexistas como os da linha da Barbie, tão melhores não. O que é ainda mais alarmante é este pequeno detalhe: Segundo os pesquisadores, os bebês podem reconhecer até 100 diferentes logotipos corporativos no momento em que eles são 3 anos de idade!

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Me traz uma garrafa de Nintendo ai, que essa #CPBR5 tá chegando! (Vi aqui)

O casal de aventureiros mais fofos do mundo?

Essa é uma daquelas coisas que você para e pensa: Como eu nunca tive a mesma idéia antes? Wow. Esse é um projeto do fotógrafo Tom Robinson junto com a sua namorada Verity, que estavam numa praia em Brighton(Inglaterra) em 2005 e tiraram um ótimo click dos pés deles apontando para o mar… e desde então, eles tem registrado as viagens deles assim.

Mais legal, que em 2011, a filhinha deles (Matilda) nasceu e entrou para a coleção de fotos também:

Lindo demais hein? O que vocês acharam? 🙂

O cisne não tão branco, e não tão amado do lago

Levei um soco na cara essa semana quando esbarrei com esse texto da Silvia Pilz que o @Mudei linkou tem algum tempo atrás, mas eu tinha deixado marcado para ler depois. O texto é sobre essas convenções que temos do que é belo ou não é, mas e quando levamos isso para nossos filhos? Realmente amamos nossos filhos da mesma maneira, mesmo que eles não tenham o mesmo padrão de beleza que a sociedade dita? Realmente são questões que me incomodam como publicitário, esse tal meio onde o belo, o fresco e o agradável são tão cultuados. De qualquer forma, segue o texto:

patinhos feios

Qualquer pai ou mãe negaria tal fato. Mas há pesquisa indicando que tratamos pior dos nossos filhos quando eles são classificados como feios. Sempre acreditei que acontecesse o inverso. Mas, cientistas canadenses garantem que não. Os pais cuidam mesmo é dos bonitinhos. São como jóias raras ou cartões de visita.

A especulação é que a negligência em relação aos filhos feios pode estar ligada a algum instinto de evolução da espécie. Crianças mais bonitas representam uma melhor herança genética e, portanto, recebem mais cuidados. Como acontece com outros animais, que fazem a seleção de sua prole para garantir que a preservação se dará através dos bons e melhores, os mais fortes, os mais saudáveis, os mais bonitos.

O estudo me parece bem bizarro e foi feito em universo limitado. Pesquisadores da Universidade de Alberta observaram o relacionamento entre pais e filhos em “expedições” familiares ao supermercado, por exemplo. O comportamento paterno e materno foi minuciosamente observado – se os pais colocavam o cinto de segurança nos filhos na cadeira do carrinho de compras, se a criança se envolvia em atividades potencialmente perigosas e quanto tempo passava circulando pelos corredores, ou seja, longe da vista dos pais. Também classificaram a beleza física de cada criança numa escala de 1 a 10 pontos.

O uso de cinto de segurança crescia de acordo com a escala de beleza do bebê e de acordo com o responsável presente. Mãe é mãe. E ela tende a amarrar mais seus filhotes no carrinho. Incluindo os feios. Quando o responsável era o pai, só os mais bonitinhos estavam afivelados e livres da possibilidade de estragar o narizinho perfeito numa possível queda. Além de não usarem o cinto de segurança dos carrinhos, as crianças feias acompanhadas pelos pais também tinham o direito de se afastar da vista deles mais livremente. Parece piada, mas não é. De acordo com os pesquisadores, que foram quase crucificados quando resolveram revelar os resultados da tal pesquisa, o ser humano não faz isso de propósito. Parte do inconsciente selecionar e proteger o belo. E, se pararmos para pensar, os canadenses não estão tão loucos. Basta checar o que buscam as mulheres que optam por produções independentes quando chegam aos bancos de sêmen. Basta observar a quantidade de brasileiros que corre pro sul, em busca de exemplares branquinhos e de olhos azuis, quando decide adotar um bebê. Angelina Jolie, que resolveu colecionar raças distintas, é uma exceção. Não podemos encaixá-la aqui. Também não acho prudente citar a nossa Astrid Fontenelle, que mostrou-se uma mulher de coragem e optou por qualquer coisa que fosse mais feia que ela.

O fato é que o feio assusta mesmo. Causa desconforto. Fazemos seleção de atributos físicos o tempo todo. Fomos criados para isso. Desde muito pequenos, o mundo vai nos ensinando a diferença entre o bonito e o feio, o certo e o errado e por aí vai. O ser humano é cruel e como tem medo do inferno e da punição divina, tenta esconder seus instintos mais primitivos.

Duro é imaginar que possamos fazer isto com crianças. Não como exceção, mas como regra. É mais um indicador de que não estamos tão distantes assim dos animais na cadeia evolutiva. E que destratar um filho ou considerá-lo “da pior espécie” pode ser genético. É triste, mas é verdade.

* As fotografias são do fotografo suíço Stefan Rappo, da série de fotos: “Room 42”, onde o ordinário e o estranho, se relacionam, brincando com a nossa capacidade de julgar o que é belo ou não. Vi aqui.

Sonhos coletivos e inspirações relacionadas

Não sei se é algo genérico, mas acredito talvez haja alguma obsessão no subconsciente masculino em desejar saber o que as mulheres sonham quando estão dormindo. Esbarrei agora com essas fotografias do Jan von Holleben pro jornal alemão ZEIT sobre sonhos…

HEHE, daí que eu lembrei de um clipe muito bacana do Oren Lavie, que vi ano passado, o Her Morning Elegance:

Lindão não? Mas fica a dúvida: Inspiração coletiva? Quem chegou no conceito primeiro? De qualquer forma… o trabalho do Jan von Holleben é incrivelmente fofo e com essa pegada bem pro lado do mundo onírico mesmo, sente só a vibe dessa outra sessão dele:

Show de bola! Vejam mais paródias do clipe do Oren Lavie, e vejam outro clipe relacionado à mulheres, camas e sonhos: